Segundo Elias Assum Sabbag Junior, a engenharia de produto aplicada ao plástico corrugado ocupa papel decisivo na indústria de embalagens técnicas, pois define como o material responderá às exigências reais de uso. O desenvolvimento de uma embalagem deixou de ser uma atividade predominantemente estética e passou a envolver cálculo estrutural, análise de esforços mecânicos e previsibilidade do ciclo logístico. Nesse contexto, projetar tornou-se um processo técnico orientado ao desempenho.
A engenharia de produto conecta o conhecimento dos materiais ao processo produtivo e à função operacional da embalagem. Decisões técnicas bem fundamentadas evitam desperdícios, retrabalhos e falhas ao longo do uso, transformando o desenvolvimento da embalagem em uma etapa estratégica. Com cadeias logísticas cada vez mais exigentes e reguladas, pensar a embalagem desde sua concepção técnica reduz riscos operacionais e amplia a eficiência do sistema produtivo. Em contrapartida, soluções improvisadas tendem a gerar substituições frequentes e consumo excessivo de material.
Definição de requisitos como base do projeto
A engenharia de produto inicia-se pela definição clara dos requisitos técnicos. De acordo com Elias Assum Sabbag Junior, fatores como peso de carga, condições de empilhamento, tempo de armazenamento e distância de transporte devem ser considerados desde o início do projeto, pois orientam todas as decisões subsequentes. Requisitos objetivos evitam superdimensionamentos desnecessários e promovem o uso equilibrado da matéria-prima. Com isso, o projeto ganha racionalidade técnica e aderência à aplicação real.

O dimensionamento estrutural influencia diretamente o desempenho do plástico corrugado. Espessuras, nervuras e geometrias devem ser calculadas com base nos esforços mecânicos previstos durante o uso, assegurando estabilidade e integridade da embalagem. Estruturas corretamente dimensionadas reduzem deformações e falhas ao longo do transporte e do armazenamento, aumentando a confiabilidade do sistema. Como consequência, diminuem-se substituições prematuras e desperdícios de material, resultando em ganhos técnicos, operacionais e econômicos.
Prototipagem e testes de validação
A prototipagem é uma etapa fundamental para avaliar o comportamento real da embalagem em condições próximas às de uso. Na visão de Elias Assum Sabbag Junior, testes de empilhamento, vibração, compressão e manuseio permitem simular rotinas logísticas e reduzir incertezas ainda na fase de desenvolvimento. A validação experimental identifica pontos de melhoria antes da escala produtiva, possibilitando ajustes com menor custo e maior precisão.
Para garantir viabilidade técnica, a engenharia de produto deve dialogar de forma contínua com o processo produtivo. O projeto precisa considerar limites das máquinas, comportamento da matéria-prima e parâmetros de transformação industrial. Essa integração reduz ajustes inesperados na linha de produção, uma vez que as decisões técnicas já incorporam a realidade operacional. Como resultado, a produção flui com maior regularidade e menor necessidade de intervenções corretivas.
Engenharia de produto como estratégia de eficiência
A engenharia de produto aplicada ao plástico corrugado agrega valor técnico mensurável à embalagem, que deixa de ser um componente secundário e assume papel estratégico dentro da cadeia industrial. Embalagens bem projetadas reduzem perdas logísticas, substituições prematuras e consumo excessivo de recursos ao longo do ciclo de uso. Quando a engenharia orienta o desenvolvimento do plástico corrugado, o resultado combina resistência, funcionalidade e racionalidade no uso de materiais. Elias Assum Sabbag Junior frisa que a embalagem passa a contribuir para operações mais estáveis, menor geração de desperdícios e maior confiabilidade técnica.
Autor: Hartmann Braun