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Jornal das Marcas Notícias > Blog > Brasil > Eduardo Simon no CONAR: o que a nova liderança da autorregulação publicitária significa para marcas e marketing no Brasil
Brasil

Eduardo Simon no CONAR: o que a nova liderança da autorregulação publicitária significa para marcas e marketing no Brasil

Cameron Hartley
Cameron Hartley 03/07/2026
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Mudança no comando do CONAR reforça a importância da ética, da transparência e da credibilidade para marcas que desejam crescer em um ambiente digital cada vez mais fiscalizado.

Contents
Por que a mudança na presidência do CONAR interessa às marcas brasileiras?O que muda para profissionais de marketing e branding em 2026?Como as empresas podem transformar ética publicitária em vantagem competitiva?

O mercado brasileiro de comunicação ganhou um dos seus movimentos institucionais mais relevantes dos últimos dias com a eleição de Eduardo Simon para a presidência do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) para o mandato 2026–2028. Embora a mudança seja administrativa, seu impacto ultrapassa os bastidores do setor e influencia diretamente anunciantes, agências, influenciadores, veículos e profissionais de marketing que atuam em um ambiente cada vez mais pressionado por consumidores atentos à transparência das marcas.

A notícia também ocorre em um momento de transformação profunda da publicidade brasileira. Inteligência artificial, creators, retail media, campanhas baseadas em dados e novas plataformas digitais desafiam diariamente os modelos tradicionais de comunicação. Nesse cenário, cresce a importância da autorregulação como instrumento para preservar a confiança do consumidor sem limitar a criatividade das campanhas. Para gestores de marca, compreender o significado dessa mudança institucional ajuda a antecipar tendências de governança, reputação e compliance que devem ganhar ainda mais espaço nos próximos anos.

Por que a mudança na presidência do CONAR interessa às marcas brasileiras?

O CONAR é um dos pilares da autorregulação publicitária no Brasil. Sua atuação não substitui a legislação, mas funciona como um mecanismo de fiscalização ética capaz de analisar campanhas, recomendar alterações e orientar o mercado sobre boas práticas de comunicação. Nos últimos anos, sua relevância aumentou à medida que cresceram os investimentos em publicidade digital, marketing de influência e formatos híbridos de conteúdo patrocinado. (Conar)

A eleição de Eduardo Simon ocorre justamente em um período no qual o setor discute temas como transparência em publicidade com influenciadores, uso de inteligência artificial na criação de campanhas, responsabilidade sobre conteúdo patrocinado e combate à desinformação comercial. Essas discussões tendem a ganhar prioridade institucional, influenciando empresas de todos os portes, desde grandes multinacionais até pequenas marcas que utilizam redes sociais como principal canal de comunicação. (Propmark)

Para profissionais de branding, o principal aprendizado é que reputação deixou de depender apenas da qualidade do produto. Hoje, consumidores avaliam também como uma empresa comunica seus diferenciais, trata informações sensíveis e identifica claramente conteúdos publicitários. O Guia de Publicidade por Influenciadores Digitais, por exemplo, tornou-se uma referência importante para campanhas digitais justamente porque busca preservar a transparência entre criadores de conteúdo e audiência. (Conar)

Outro aspecto relevante é que a velocidade das redes sociais reduz drasticamente o tempo de resposta diante de uma possível crise. Uma campanha questionada pode gerar repercussão nacional em poucas horas, afetando indicadores de confiança, intenção de compra e percepção de marca. Por isso, empresas vêm incorporando processos internos de revisão ética antes mesmo da publicação das peças publicitárias, transformando compliance em vantagem competitiva.

O que muda para profissionais de marketing e branding em 2026?

A transformação do mercado publicitário brasileiro não depende apenas de criatividade. Cada vez mais, resultados sustentáveis exigem integração entre estratégia, análise de dados, governança e responsabilidade institucional. A nova gestão do CONAR chega justamente em um cenário em que essas competências passam a ser diferenciais para marcas que desejam construir relacionamentos duradouros com consumidores.

Nos últimos anos, pesquisas internacionais e estudos do setor mostram que confiança se tornou um dos principais ativos de uma marca. Empresas capazes de comunicar seus valores de forma consistente tendem a conquistar maior fidelização, reduzir riscos reputacionais e melhorar indicadores de preferência. Instituições como Kantar, IAB Brasil e o próprio CONAR vêm destacando a necessidade de transparência, identificação adequada de publicidade digital e respeito às boas práticas de comunicação como fatores essenciais para fortalecer a credibilidade das campanhas. (Conar)

Outro ponto que ganha força é o crescimento das campanhas baseadas em creators e influenciadores digitais. Essa estratégia continua oferecendo excelente potencial de alcance, mas exige maior cuidado na identificação de conteúdo patrocinado e na seleção de parceiros alinhados aos valores da marca. O consumidor atual reconhece rapidamente incoerências entre discurso e prática, tornando o alinhamento reputacional tão importante quanto o alcance das publicações.

Também cresce a importância da inteligência artificial no planejamento de mídia, produção criativa e análise de desempenho. Porém, o avanço tecnológico amplia a responsabilidade das empresas sobre autenticidade das mensagens, proteção ao consumidor e uso ético dos dados. Em vez de reduzir a necessidade de supervisão humana, as novas ferramentas aumentam a importância de processos internos bem estruturados.

Como as empresas podem transformar ética publicitária em vantagem competitiva?

Durante muito tempo, compliance foi visto apenas como obrigação jurídica. Hoje, ele representa uma ferramenta estratégica de branding. Marcas que demonstram responsabilidade em suas campanhas conseguem fortalecer relacionamentos, reduzir crises e construir diferenciação em mercados cada vez mais competitivos.

Isso significa investir em processos claros de aprovação das campanhas, treinamento das equipes de marketing, acompanhamento das orientações do CONAR e revisão permanente das estratégias digitais. Também envolve desenvolver políticas específicas para influenciadores, creators, inteligência artificial e publicidade nativa, áreas que concentram parte significativa das discussões atuais sobre comunicação ética. (Conar)

Outro aprendizado importante é que reputação não pode ser construída apenas durante grandes campanhas. Ela depende da consistência entre posicionamento institucional, atendimento ao consumidor, responsabilidade social e comunicação diária. Quando esses elementos trabalham de forma integrada, a publicidade deixa de ser apenas divulgação e passa a fortalecer o valor percebido da marca.

O próprio mercado publicitário brasileiro caminha para um ambiente de maior profissionalização. Investimentos continuam crescendo, novas tecnologias ampliam possibilidades criativas e consumidores exigem relações cada vez mais transparentes. Nesse contexto, organizações que incorporarem princípios éticos como parte da estratégia de negócios tendem a enfrentar menos crises e conquistar maior confiança ao longo do tempo.

A eleição da nova presidência do CONAR representa, portanto, muito mais do que uma mudança institucional. Ela sinaliza que ética, transparência e responsabilidade continuarão ocupando posição central no desenvolvimento da publicidade brasileira. Para profissionais de marketing, gestores de marca e empresários, o principal aprendizado é claro: criatividade continuará sendo fundamental, mas seu verdadeiro diferencial estará na capacidade de gerar confiança, credibilidade e valor sustentável para consumidores e para o mercado.

Fontes:

  • PropMark – Eduardo Simon é eleito presidente do Conar para o mandato 2026/2028
    PropMark
  • Meio & Mensagem – Eduardo Simon é eleito presidente do Conar
    Meio & Mensagem
  • CONAR – Portal oficial do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária
    CONAR
  • CONAR – Revista Institucional (45 anos do CONAR e atuação da entidade)
    Revista CONAR (PDF)
  • Times Brasil | CNBC – CONAR elege Eduardo Simon como novo presidente
    Times Brasil | CNBC
  • Clube de Criação – Conar tem novo presidente
    Clube de Criação
  • IAB Brasil – Site oficial
    IAB Brasil
  • Kantar Brasil – Estudos e pesquisas sobre comportamento do consumidor e mercado publicitário
    Kantar Brasil
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