MAIN da Vert Analytics: agentes autônomos de IA que executam decisões, não apenas recomendam

Diego Velázquez
Diego Velázquez
Vert Analytics

Empresas que investem em automação corporativa costumam enfrentar uma frustração recorrente: implementam ferramentas que sugerem ações, mas não as executam. O funcionário recebe a recomendação, decide se concorda e precisa abrir o sistema e realizar a tarefa manualmente. Em operações com milhares de processos repetitivos, essa abordagem gera um gargalo que acumula retrabalho, inconsistência e perda de tempo.

A Vert Analytics construiu uma solução própria de inteligência artificial, o MAIN, para superar esse limite. A tecnologia própria de agentes autônomos de inteligência artificial analisa o contexto, decide e executa a tarefa até o fim, sem depender de intervenção humana em cada etapa.

Qual é a diferença entre recomendar e executar?

Durante anos, a inteligência artificial corporativa esteve associada a sistemas de recomendação, modelos que analisavam dados e sugeriam a melhor decisão, mas que dependiam de uma pessoa para efetivamente colocá-la em prática. Um agente autônomo de inteligência artificial rompe com essa lógica. Ele não apenas identifica que uma fatura precisa ser conciliada; por exemplo, ele acessa o sistema, realiza a conciliação, registra a operação e sinaliza exceções que realmente exigem julgamento humano.

Análises da Gartner sobre agentic AI apontam que a tendência é que agentes autônomos de inteligência artificial passem a operar cadeias inteiras de tarefas, e não apenas etapas isoladas, redesenhando fluxos de trabalho que antes dependiam de múltiplas equipes atuando em sequência. Trata-se de uma mudança que parece sutil no papel, mas que altera profundamente a forma como processos inteiros são desenhados dentro das empresas.

Governança como condição para autonomia segura

Conceder autonomia de execução a um sistema de inteligência artificial levanta, naturalmente, uma pergunta sobre controle. É nesse ponto que entra a governança de agentes autônomos de IA: parâmetros claros sobre o que a inteligência artificial pode decidir sozinha, quais ações exigem validação humana e uma trilha de auditoria completa de cada passo executado. Sem esse tipo de estrutura, a autonomia deixa de representar ganho de eficiência e passa a configurar risco operacional.

Organizações que adotam agentes autônomos de inteligência artificial de forma madura mantêm o humano em pontos estratégicos da cadeia, normalmente onde há ambiguidade, exceção ou impacto financeiro relevante, enquanto a inteligência artificial assume tarefas repetitivas, estruturadas e de alto volume. Tal equilíbrio entre autonomia e supervisão diferencia uma implementação bem-sucedida de hiperautomação de um projeto que permanece restrito ao piloto.

MAIN: Como a arquitetura de agentes de IA sustenta a operação em escala?

É exatamente esse tipo de arquitetura que sustenta o MAIN, solução própria de IA desenvolvida pela Vert Analytics. O MAIN foi construído para que agentes autônomos de inteligência artificial analisem contexto, tomem decisões e executem fluxos completos de ponta a ponta, sempre com governança e auditoria incorporadas ao processo, não como uma camada adicional, mas como parte central da arquitetura. 

Trata-se de um dos pilares das soluções próprias de IA desenvolvidas pela companhia, ao lado da CyndIA, voltada ao jurídico, e do ONDA, dedicado à validação inteligente de identidades. A opção por desenvolver essas três frentes internamente permite adaptar a autonomia dos agentes de IA às exigências específicas de cada setor, algo mais difícil de alcançar com ferramentas genéricas de mercado e que consolida a posição da Vert Analytics como referência técnica no Brasil.

Compartilhe o artigo