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Jornal das Marcas Notícias > Blog > Noticias > Como uma empresa pode ter recorde de vendas e ainda assim atrasar pagamentos a fornecedores? 
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Como uma empresa pode ter recorde de vendas e ainda assim atrasar pagamentos a fornecedores? 

Cameron Hartley
Cameron Hartley 17/08/2026
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Alfredo Moreira Filho
Alfredo Moreira Filho
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Uma empresa pode bater recorde de vendas em um trimestre e, três meses depois, atrasar o pagamento de fornecedores. A cena parece contraditória, mas é rotina em negócios que crescem rápido sem preparar a estrutura para o próprio crescimento. Crescimento sustentável, nesse caso, não é sinônimo de crescer devagar: é crescer em um ritmo que o caixa, a equipe e os processos consigam acompanhar. Trata-se de uma tensão conhecida por quem se dedica à gestão empresarial, campo de atuação do empresário Alfredo Moreira Filho, fundador do Grupo Valore+.

Contents
Quando faturar mais significa ter menos caixa?O custo fixo sobe em degrau, a receita sobe em rampaPor que a segunda unidade raramente repete a primeira?Crescer é escolher o ritmo, não só o tamanho

A expansão desorganizada raramente começa com uma decisão ruim. Começa com uma decisão boa tomada fora de ordem: o cliente grande aceito antes de existir equipe para atendê-lo, a filial aberta antes de a matriz operar sozinha, o crédito tomado para financiar uma demanda que ainda não se confirmou. Cada passo isolado faz sentido. Somados, produzem uma empresa maior e mais frágil.

Quando faturar mais significa ter menos caixa?

Considere uma distribuidora que fecha um contrato grande. Ela compra estoque à vista, entrega em quinze dias e recebe em sessenta. Entre pagar o fornecedor e receber do cliente, existe um intervalo no qual o dinheiro simplesmente não está lá. Esse intervalo tem nome: ciclo financeiro, a distância entre o prazo em que a empresa paga e o prazo em que recebe.

Quanto maior o volume vendido, maior o valor preso nesse intervalo. É por isso que empresas lucrativas quebram. O lucro aparece no resultado do mês; a falta de caixa aparece na conta bancária. Antes de aceitar um pedido que dobra a operação, a pergunta útil não é quanto ele rende, e sim quantos dias de caixa ele consome até se pagar.

O custo fixo sobe em degrau, a receita sobe em rampa

Receita cresce de forma gradual. Estrutura, não. Contrata-se um supervisor inteiro, aluga-se um galpão inteiro, assina-se um sistema com mensalidade fechada. Cada compromisso desses é um degrau: o custo salta de uma vez e permanece, mesmo que a demanda que o justificou demore a chegar ou não venha.

O erro recorrente está em dimensionar a estrutura pela receita esperada. Quando a projeção falha, o custo já foi assumido, e reduzir estrutura sai mais caro do que montá-la. Uma alternativa concreta é escalonar: contratar por período determinado, terceirizar a etapa antes de trazê-la para dentro e definir de antemão qual indicador de demanda autoriza o degrau seguinte. É o tipo de antecipação que Alfredo Moreira destaca como parte do planejamento, não excesso de cautela.

Por que a segunda unidade raramente repete a primeira?

A primeira loja dá certo. A segunda, com o mesmo produto e o mesmo público, entrega metade do resultado. A explicação costuma estar em algo que não aparece no balanço: a primeira unidade funciona porque o dono está nela todos os dias, decidindo caso a caso aquilo que ninguém escreveu em lugar nenhum.

Expandir exige transformar essa decisão em critério. Quem aprova desconto, até que percentual e com qual margem mínima? Quem responde ao cliente quando o gerente falta? Enquanto essas respostas moram na cabeça de uma pessoa, a empresa não replica: ela improvisa duas vezes. Alfredo Moreira, especializado em gestão empresarial, aponta um teste que antecipa o problema. Se a operação atual não roda bem por trinta dias sem o fundador presente, ela ainda não está pronta para virar duas.

Crescer é escolher o ritmo, não só o tamanho

Nenhuma empresa fracassa por vender demais. Fracassa por assumir compromissos em um ritmo que a operação não sustenta. A diferença entre expansão e improviso está na ordem das decisões: primeiro o caixa suporta, depois o processo se repete sem o dono, só então a estrutura cresce.

Vista assim, a decisão de crescer deixa de ser aposta e passa a ser cálculo revisável. Cada degrau novo pede um indicador que o autorize e uma data para reavaliação. Alfredo Moreira Filho pontua que a gestão empresarial tem menos a ver com impulso e mais com método. Crescer bem, nesse sentido, depende menos de coragem e mais de ordem.

Tag:Alfredo Moreira FilhoEmpresário Alfredo Moreira FilhoFundador e Management do Grupo Valore+O que aconteceu com Alfredo Moreira FilhoQuem é Alfredo Moreira FilhoTudo sobre Alfredo Moreira Filho
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